Taxa do iFood em 2026: quanto você paga de verdade (a conta num pedido de R$ 100)
Você vende R$ 100 no iFood. Quanto entra na sua conta? Se você respondeu “uns R$ 88”, a conta está errada — e essa diferença é o que separa o mês que fecha no azul do mês que fecha no vermelho. A taxa do iFood não é um número só: é uma soma de descontos que quase ninguém junta na ponta do lápis. Neste guia, a gente faz a conta completa de um pedido de R$ 100, item por item, pra você saber exatamente quanto sobra.
Os quatro descontos que formam a “taxa do iFood”
Quando o dono fala “a taxa do iFood”, ele geralmente pensa só na comissão. Mas o repasse é comido por até quatro coisas diferentes:
- Comissão sobre a venda — o percentual principal. Varia conforme o plano: no plano em que você mesmo entrega, fica na faixa de ~12%; no plano em que o iFood cuida da entrega, sobe pra faixa de ~23%.
- Taxa de pagamento online — o iFood cobra por processar o cartão/Pix do cliente dentro do app, algo em torno de ~3,2% a 3,5% por pedido pago online.
- Mensalidade / plano — a partir de um certo faturamento mensal, entra uma mensalidade fixa (na casa das dezenas a pouco mais de cem reais/mês).
- Promoções e cupons — quando você entra numa campanha, boa parte (às vezes todo) do desconto oferecido ao cliente sai do seu bolso, não do iFood.
Os percentuais mudam por plano, categoria e negociação, e são revisados de tempos em tempos. Confira sempre os valores atuais do seu contrato — aqui usamos faixas de referência pra montar a conta.
A conta de um pedido de R$ 100 (plano com entrega pelo iFood)
Vamos pegar o cenário mais comum: você usa o plano em que o iFood entrega, o cliente pagou pelo app, e não há cupom nesse pedido.
| Linha | Valor |
|---|---|
| Venda | R$ 100,00 |
| Comissão (~23%) | – R$ 23,00 |
| Taxa de pagamento online (~3,2%) | – R$ 3,20 |
| Repasse do pedido | R$ 73,80 |
Ou seja: de cada R$ 100, cerca de R$ 26 ficam na plataforma — e isso antes de olhar a mensalidade e as promoções. Se esse mesmo pedido tivesse um cupom de R$ 12 custeado por você, o que sobra cai pra ~R$ 62.
E aqui vem a parte que dói: esses R$ 26 saem do preço de venda, não do seu lucro bruto. Num prato que já tem 30% de custo de ingrediente (CMV) mais embalagem, gás e mão de obra, a comissão muitas vezes é maior que o lucro que sobraria. Você trabalha, cozinha, entrega — e o pedido pode fechar no zero a zero.
O que a conta ainda não mostra (os custos invisíveis)
Além do dinheiro que sai, tem dois custos que não aparecem no repasse mas pesam igual:
- O cliente não é seu. Quem pediu pelo app é cadastro do app. Você não tem o telefone, não pode mandar uma promoção, não consegue chamar de volta quem sumiu. Você aluga o cliente a cada pedido — para sempre. (Falamos disso a fundo em CRM para delivery: por que o iFood nunca vai te dar os dados do seu cliente.)
- A regra não é sua. Comissão, posição na busca e visibilidade mudam quando a plataforma decidir. Você pode acordar com menos pedidos sem ter feito nada de diferente.
Não é sobre demonizar o iFood — ele traz volume e descoberta reais. É sobre enxergar o preço completo do que você paga por isso.
Como calcular quanto VOCÊ paga (na prática)
Pega o seu último relatório de repasse e faça esta conta simples do mês:
- Some o total vendido no iFood no mês.
- Some tudo que foi descontado (comissão + taxa de pagamento + mensalidade + descontos de promoção).
- Divida o desconto pela venda:
desconto ÷ venda × 100 = sua taxa efetiva real.
A maioria dos donos que faz essa conta descobre um número entre 26% e 30% — bem acima dos “12%” ou “23%” que imaginava, porque ninguém tinha somado as camadas. Esse é o número que importa pra tomar decisão.
O que fazer com esse número
Saber quanto o iFood leva não serve pra você largar o app amanhã — serve pra parar de deixar ele ser 100% da sua operação. A conta abre uma pergunta óbvia: e se parte desses pedidos entrasse por um canal onde a taxa é zero?
É aí que entra o canal próprio: um cardápio digital seu, com pedido direto pelo WhatsApp, onde não existe comissão e o cadastro do cliente é seu. O pedido de R$ 100 que hoje te deixa R$ 74 passa a te deixar R$ 100 (menos só o custo real de entrega, que você já teria). Montamos o caminho completo em como reduzir a dependência do iFood sem perder cliente.
Onde fica difícil (a parte que ninguém conta)
Fazer a conta é fácil. Trocar parte real do faturamento do marketplace por canal próprio é outro jogo:
| Parece simples | A realidade |
|---|---|
| ”Crio um cardápio e pronto” | Sem tráfego e sem incentivo, o link fica parado |
| ”Coloco na bio” | O cliente do app não migra sozinho — precisa de motivo (cupom, preço melhor) |
| “Respondo no WhatsApp” | No pico, pedido se perde — atendimento manual vira gargalo |
| ”Depois vejo se deu certo” | Sem rastreamento, você não sabe qual anúncio virou pedido |
Montar o canal é o passo fácil. Fazer ele substituir comissão de verdade, todo dia, exige tráfego, atendimento que não perde venda e medição — trabalho técnico e contínuo.
O atalho: um sistema que já nasce sem comissão
Foi pra isso que existe o ASV Delivery: cardápio próprio (0% de comissão) com Pixel e rastreio nativos, atendimento com IA no WhatsApp que não perde pedido, e tráfego pago operado por gente — num lugar só, com preço fixo. Você cresce e paga o mesmo; a taxa não sobe junto com o seu faturamento. A gente monta e opera; você cozinha.
Resumo: quanto o iFood custa de verdade
- A “taxa” é a soma de comissão + taxa de pagamento + mensalidade + promoções — não só a comissão.
- Num pedido de R$ 100 no plano com entrega, sobram por volta de R$ 74 — e menos ainda com cupom.
- A taxa efetiva real da maioria fica entre 26% e 30% quando você soma tudo.
- Some dois custos invisíveis: o cliente vira do app e a regra do jogo não é sua.
- Faça a conta do seu repasse e use o número pra montar um canal próprio, onde a comissão é zero.
Quer saber quanto você deixa na mesa em comissão — e o caminho pra virar o jogo? Faça um diagnóstico gratuito e a gente mostra, com os seus números, quanto dá pra recuperar com canal próprio.
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